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Era uma vez...e foram felizes para sempre!

No fundo todos gostamos de romances e finais felizes! Aqui ficam pequenas partilhas das emoções que vivemos até ao momento do beijo que nos desperta!

Era uma vez...e foram felizes para sempre!

No fundo todos gostamos de romances e finais felizes! Aqui ficam pequenas partilhas das emoções que vivemos até ao momento do beijo que nos desperta!

Agora era a sério

Subiu as escadas e não podia acreditar que isto lhe estaria a acontecer…
 
Se isto fosse um filme, este seria o momento em que alguém carregou no freeze! 
O coração estava suspenso por uma linha quase transparente de tão ténue. Tinha mesmo acabado e desta vez não eram só ameaças. 
O pânico de ver metade do roupeiro vazio, transformou-a numa louca pela casa, a abrir gavetas e armários, com os olhos vidrados prontos a largar uma dor tão funda como nunca tinha conhecido.
 
Ele tinha realmente ido embora!
 
Foi-se deixando cair no fundo da cama até se enrolar sobre si própria e sobre o seu sofrimento. O mundo podia acabar neste preciso momento que lhe era indiferente. 
Aliás o seu mundo tinha terminado neste preciso momento. 
 
Nunca acreditou que ele tivesse a coragem de a deixar e levar com ele a vida que ela respirava e na realidade nunca o entendeu quando lhe dizia que já não queria continuar junto dela. Na sua cabeça ouvia um dialecto diferente, imperceptível aos seus ouvidos mas principalmente desconhecido da sua alma.
 
Que raio de conversa era aquela, que queria fazer outras coisas na vida, que ela já não o atraía, que já não gostava dela da mesma maneira. Aonde é que ele ia buscar estas ideias. "Tu andas é a trabalhar demais" dizia lhe sempre como modo de terminar ali o assunto e com a esperança que ele se esquecesse de todo aquele disparate.
 
Mas agora era a sério.
 
Ele já não estava lá para ela o dissuadir. Tinha ido e sem deixar rasto nem vontade de voltar.
Deixou-se ficar envolvida na escuridão e nomeio de tantas lembranças, fotos e objectos que outrora foram motivo de tantos beijos e abraços.
 
Acreditava que se não se mexesse um milímetro e fechasse os olhos, o caos acabaria e tudo voltaria à normalidade.
 

 

E ali ficou, embrulhada na ilusão, involuntariamente incapaz de olhar à volta.
 
Apenas ficou.